SEO On Page é o conjunto de otimizações feitas dentro da própria página (título, headings, conteúdo, URL, links internos e dados estruturados) para que ela ranqueie nos buscadores e seja citada por IAs como ChatGPT, Gemini e Perplexity. É a camada do SEO que você controla por completo e que gera efeito em páginas já indexadas, sem depender de backlinks.
Ao abrir sua página de serviço, o potencial cliente entende imediatamente o que sua empresa entrega?
As páginas mais importante do seu site precisam responder a intenção de busca das pessoas.
Muitos sites que audito fazem chamadas lindas, quase publicitárias, descrições criativas, mas muitas vezes não dão a clareza para o leitor e para os buscadores.
A boa notícia: On Page é o ajuste de retorno mais rápido que existe em SEO. Em duas semanas dá pra saber se funcionou, com dados do Search Console na mão.
Neste guia, mostro o método que uso nos projetos da Netlinks, dos ajustes que movem posição e CTR até a estrutura que faz uma IA citar a sua página.
O que é SEO On Page?
SEO On Page é o conjunto de otimizações feitas dentro da própria página, no conteúdo, no título, nos cabeçalhos, na URL, nos links internos e nas imagens, para que ela seja entendida e bem posicionada pelo Google e citada por IAs como ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity. Tudo que está sob seu controle direto no HTML e no conteúdo da página é território On Page.
E aqui vale um destaque: é a parte da estratégia que você consegue executar hoje, sem depender de terceiros e que pode gerar impacto rápido.
Para resolver a intenção de busca é importante que uma pessoa que chegue em uma página de serviço/produto ou na sua home page entenda:
- O que sua marca faz
- Quem são vocês
- Qual a dor vocês resolvem
- Para quem sua solução foi pensada
- Por que confiar em você
Sua análise inicial já pode passar por esses elementos. Sua páginas dão essa clareza para leitores e buscadores?
On Page, Off Page e SEO Técnico
Pra não misturar as coisas, a divisão é simples.
SEO On Page: melhora a resposta dentro da página. Inclui um H1 que descreve o serviço, explicações completas, exemplos e links que ajudam o visitante a avançar.
SEO Off Page: trabalha sinais externos de autoridade e reputação. Backlinks editoriais e menções à empresa em outros sites fazem parte dessa frente.
SEO Técnico: sustenta o acesso e o processamento do conteúdo. Abrange rastreamento, indexação, renderização, canonical e desempenho.
As fronteiras também se cruzam. Por exemplo, dados estruturados exigem implementação técnica, mas precisam representar fielmente o conteúdo da página.
É uma otimização técnica feita na página (On Page).
O que mudou com as respostas geradas por IA
Antes, otimizar uma página era convencer um algoritmo de ranqueamento.
Hoje você atende dois leitores ao mesmo tempo: o buscador clássico, que ordena links, e o modelo de linguagem, que lê sua página, resume e decide se cita você na resposta.
Isso muda a forma de escrever.
Aqui na Netlinks, o que mais aumentou nossas citações em IAs foram definições curtas e diretas logo após títulos em formato de pergunta, exatamente como o parágrafo que abre esta seção.
Como neste exemplo da Master Milhas:
Outro formato importante é trabalhar respostas em listas e fazer um bom uso das heading tags, com nesse exemplo do cliente Nobre Cestas:
O detalhe curioso é que o documento "How Search Works", do Google, continua dizendo que o sinal mais básico de relevância é a presença dos termos da busca no conteúdo.
Ou seja: o fundamento clássico segue valendo, a camada de IA veio por cima dele, não no lugar dele.
Por que o SEO On Page é o que dá retorno mais rápido em página que já está no ar
Publicar conteúdo novo é apostar no médio prazo.
O texto precisa ser escrito, indexado, entendido pelo Google e ganhar relevância antes de gerar a primeira visita qualificada.
Esse ciclo costuma levar meses.
Uma página já indexada pula essa fila inteira.
Ela tem histórico, o Google já sabe que existe e o Search Console já mostra para quais termos ela aparece, quantas impressões acumula e onde trava.
Quando você ajusta o title, o H1 ou a clareza da resposta nessa página, está mexendo em algo que o buscador já avalia todos os dias. O efeito aparece em semanas, não em trimestres.
Otimizar uma página existente consome horas de trabalho; produzir, aprovar e ranquear um conteúdo do zero consome um ciclo inteiro de produção.
Para um time de marketing enxuto, isso impacta de forma grande a produtividade e os resultados.
E tem a previsibilidade. Página com milhares de impressões e CTR baixo é demanda comprovada esperando um título melhor ou pequenos aprimoramentos na página.
Você já sabe que as pessoas buscam aquilo, você já está na primeira página, mas falta ganhar o clique.
Aqui na Netlinks, os maiores saltos que vi vieram exatamente daí.
Com a K2 Arquitetura, otimizamos páginas que já estavam no ar para buscas de intenção clara, como "escritório de arquitetura em BH".
Veja como era a página antes:
Ela começava direto com um vídeo institucional. Se a pessoa não assiste, ela terá pouco contexto. O mesmo acontece com o buscador.
Melhoramos a páginas para deixar a intenção e os serviços claros, já de cara.
As impressões e as visitas saltaram, e a conversão dessas páginas subiu junto.
Nenhuma página nova foi criada nesse trabalho. Por isso, esse ganho aparece rápido nos KPIs de SEO que a diretoria acompanha.
Title tag e meta description que ganham o clique
O title tag é a primeira impressão que uma pessoa terá da sua página/conteúdo.
O título precisa mostrar o que a página entrega antes de tentar impressionar.
O ideal é ficar entre 50 e 60 caracteres (cerca de 600 pixels), com a palavra-chave o mais perto possível do início. Passou disso, o Google pode reescrever seu título do jeito dele.
E título bonito não substitui título claro.
Neste exemplo, eu coloco a data no título para chamar atenção que o post está atualizado com as práticas mais importantes atualmente.
Além disso, deixa claro qual é o objetivo do post que é dar visibilidade em SEO e inclui o elemento das citações nas IAs.
Muitas pessoas não sabem que o link building também impacta nas IAs generativas, esse título gera essa curiosidade e aumenta as chances de clique.
A meta description não é fator direto de ranqueamento, mas pode influenciar a decisão de clique quando exibida.
O Google também pode substituí-la por um trecho da página, como nesse exemplo, para algumas KWs o Google puxa as explicações por saber que a intenção é informativa.
Por isso também, é tão importante ter boas definições curtas no texto.
Já essa meta descrição do post "Como aparecer no ChatGPT", prometemos que ensinaremos um método e que a pessoa pode ter resultados rápidos, em até 30 dias. Tudo baseado em cases reais.
Isso desperta desejo e clareza quanto ao que o conteúdo entrega.
A importância do H1
O título interno é tão importante quanto o que aparece nas páginas de resultados.
Se a pessoa clica e entra em uma página que não deixa claro que responde sua intenção de busca, ela voltará a página de resultados e clicará em um concorrente.
Um cliente nosso, a Leo's Granite, chegou na Netlinks com a home estampando "Every Stone Tells a Story".
Frase impactante, sem dúvida. Só que ninguém que busca bancada de granito digita isso.
Mantivemos a frase de efeito como chamada e colocamos no título o serviço real, otimizado para termos como "granite countertops".
Resultado: salto de impressões e cliques na home, com a conversão subindo junto.
Conteúdo que responde a intenção de busca
Todo ajuste de title e heading cai por terra se o conteúdo não entrega o que a pessoa está buscando.
Para entender como entregar a melhor resposta possível, nada melhor que observar aquelas que o Google considera como as melhores opções atualmente.
Como ler a SERP antes de escrever
Antes de otimizar, pesquise o termo no Google e observe o que já ranqueia.
Se a primeira página está cheia de tutoriais, sua landing page de vendas não vai furar essa fila.
Se aparecem mapas e perfis locais, a intenção é local e sua página precisa de cidade, bairro e endereço no texto.
Foi exatamente isso que fizemos com a K2 Arquitetura: otimizamos a página para a intenção real de quem digita "escritorio de arquitetura em BH".
Resultado: impressões, visitas e conversão subiram juntos.
Repare no detalhe: muita gente busca sem acento. O Google entende as variações, mas a SERP de "escritório" e de "escritorio" pode trazer resultados diferentes.
Vale conferir as duas. Não para criar uma página para cada, mas para identificar resultados diferentes e detalhes que se destacam em cada um.
Plural, sinônimos e regionalismo
Singular e plural também carregam intenções distintas.
"Plataforma de E-commerce" costuma ser pesquisa de quem quer entrar em um site e contratar uma boa plataforma. Esse busca traz listas, porém traz páginas de conversão em sites das plataformas.
"Plataformas de E-commerce" já traz implicito uma conotação de comparação, ele não quer encontrar uma específica, mas quer ver uma lista com as melhores para decidir.
E teste o vocabulário regional: mandioca, macaxeira e aipim são o mesmo produto com três públicos de busca diferentes.
Densidade morreu, entidade vive
Esqueça contar repetições da palavra-chave.
O Google e as IAs trabalham com entidades: termos, marcas e conceitos que orbitam o assunto.
Um texto sobre SEO On Page que menciona title tag, heading, SERP e Search Console prova profundidade melhor do que a keyword repetida dez vezes.
Escreva para responder por completo. A densidade certa é consequência.
Estrutura de página que faz a IA citar você
ChatGPT, Gemini, Perplexity e o AI Overview não leem sua página inteira antes de responder.
Eles quebram o conteúdo em blocos e escolhem o trecho que resolve a pergunta com menos esforço. Sua missão é entregar esse trecho pronto.
Nos testes que rodamos aqui na Netlinks, o formato que mais aumentou citação foi simples: heading em formato de pergunta seguido de uma definição curta e direta.
Um cliente nosso que está fazendo isso muito bem é a Greenlegis:
A pessoa pergunta, o bloco responde em duas ou três frases, e só depois vem o aprofundamento com exemplos.
Funciona porque o modelo consegue extrair a resposta sem precisar interpretar dez parágrafos de contexto.
O Google faz o mesmo com featured snippets há anos, as IAs só elevaram a aposta.
Como montar os blocos na prática
Três movimentos que vimos performar repetidamente:
- Pergunta real como H1, H2 ou H3, do jeito que o usuário digita ("quanto custa", "como funciona", "qual a diferença")
- Definição objetiva logo abaixo do heading
- FAQ no fim da página, que nos nossos projetos performa muito bem como fonte de citação
Dados com fonte nomeada e marcação schema (FAQPage, Article, Organization) ajudam os bots a entender melhor o seu site.
Vale implementar.
Mas a verdade é que qualidade pesa mais que qualquer marcação.
O que mais percebemos nos nossos testes é que conteúdo bom, que explica de forma única e com exemplos práticos, tende a ser citado mesmo sem schema perfeito.
Estruture bem, sim. Só não espere que formatação salve conteúdo fraco.
Links internos, URL e imagens
Esses três elementos não brilham sozinhos, mas sustentam todo o resto.
Página com conteúdo excelente e estrutura ruim rende menos do que deveria.
Arquitetura de links internos e âncoras
Link interno distribui autoridade e mostra ao Google quais páginas importam mais no seu site.
A regra prática: toda página estratégica precisa receber links de outras páginas relevantes do próprio site, com âncora descritiva.
Âncora é o texto clicável. Ele vai dizer ao leitor e ao buscador o assunto que aquela página responde.
"Clique aqui" não diz nada, por exemplo. "Bancadas de granito sob medida" diz tudo.
Use de 2 a 5 palavras que descrevam o destino. Você pode usar âncora exact match, mas as variações deixam os links mais naturais.
Como otimizar URLs para SEO
As URLs impactam diretamente no ranqueamento das suas páginas.
Elas precisam ser amigáveis e atrair cliques, além de deixar claro qual é o tema principal do endereço.
São ela que direcionarão pessoas e crawlers para cada canto do seu site.
Errar aqui pode comprometer bons conteúdos.
Por isso, deixo aqui os erros mais comuns que vejo as pessoas cometendo para que você não caia em nenhum deles:
Evitar URLs que não fazem nenhum sentido para o leitor
meusite.com/9fgle5/e?HXED=itj95225gjt44yjkm5&=f#loaddelay
Evitar números nas URLs
meusite.com/7-dicas-de-marketing
Imagina se você resolver aumentar a lista (rs)
Evitar URLs enormes
meusite.com/tudo-o-que-você-precisa-saber-para-ter-sucesso-no-marketing-de-conteudo
Não usar caracteres indevidos
meusite.com/o-que-são-PALAVRAS-CHAVE
Os crawlers não leem caracteres especiais. Olha o que acontece com uma URL de post no LinkedIn que puxam automaticamente o título com os caracteres especiais:
Viu só o que aconteceu com a palavra “diferença”?
Não abusar de subdiretórios
meusite.com/marketing/marketing-digital/marketing-de-conteúdo/blog/como-fazer-urls
Bom agora que você já sabe o que NÃO fazer, é importante eu te dar o caminho das pedras para fazer uma URLs perfeitas.
- Ser facilmente interpretável
- Curtas e amigáveis
- Conter a palavra-chave
- Combinadas com o título
- Evitar artigos, verbos de ligação e outros complementos
- Utilize hífens (os bots não leem underlines)
- Poucos subdomínios/subpastas
- Não use a data na URL (conteúdo fica datado e você não consegue atualizá-lo)
- Use HTTPS (Certificado SSL)
- Cuidado com excesso de redirecionamentos
- Sempre que possível evite parâmetros
- Evergreen (perene, uma URL que não ficará defasada ainda que o conteúdo seja atualizado
Nome de arquivo, alt text e peso da imagem
Nomeie o arquivo antes do upload (bancada-granito-cozinha.jpg, nunca IMG_4587.jpg).
O texto alternativo é o principal elemento de otimização de uma imagem.
- É ele que aparece caso a imagem esteja quebrada
- Leitores de tela (usados por deficientes visuais, por exemplo) leem o alt text quando chegam em uma imagem
- Ajuda os crawlers a compreenderem as imagens
Para um texto alternativo, o ideal é que ele seja uma descrição da imagem, de preferência, utilizando a palavra-chave principal do conteúdo.
Na minha priorização, ajustes de alt text costumam vir depois da clareza da oferta e dos títulos. Já uma imagem pesada que atrasa o conteúdo principal merece atenção antecipada.
O que muda em cada tipo de página
O checklist é o mesmo, o peso de cada item muda.
Em página de venda, a conversão vale mais que o tráfego: se ela converte pouco, o conteúdo provavelmente não responde por completo a intenção de quem chegou ali.
Em página institucional ou de blog, posição e CTR contam mais na avaliação.
E-commerce: página de produto e página de categoria
Na página de produto, o title precisa carregar o nome exato que as pessoas buscam, com marca, modelo e variação.
Descrição única, nada de copiar o texto do fabricante que aparece em 40 lojas.
Na categoria, o jogo é outro: um bloco de texto curto explicando o que a categoria reúne, heading claro e links internos para os produtos e subcategorias mais importantes.
Na Nobre Cestas cada categoria possui um conteúdo ajudando o leitor a escolher o produto ideal, além da lista com os produtos em destaque naquela categoria.
Blog e conteúdo pilar
Aqui mandam os headings em pergunta, a definição direta logo abaixo e a profundidade que faz a IA citar você.
Atualização periódica pesa mais que em qualquer outro formato, porque conteúdo datado perde posição aos poucos.
Landing page e página de serviço local
O erro clássico, como falei, mora aqui.
Relembrando do case da Leo's Granite, o título da home era "Every Stone Tells a Story". Frase impactante, zero clareza sobre o serviço: eles vendem bancadas personalizadas de pedra.
Mantivemos a frase como chamada e colocamos o serviço no título e no H1.
Impressões e cliques dobraram para a Home Page e para termos ligados a pedras e bancadas.
A conversão, claro, acompanhou.
Com a K2 Arquitetura foi igual: otimizamos para buscas com intenção explícita como "escritório de arquitetura em BH" e vimos impressões e visitas saltarem.
Em serviço local, clareza sobre o que você faz e onde atende vence qualquer criatividade.
Como medir se a otimização funcionou
Otimizar sem medir é chute. E medir errado é pior, porque você reverte o que estava funcionando e mantém o que não moveu nada.
Aqui na Netlinks, minha regra é esperar pelo menos duas semanas antes de julgar qualquer ajuste on page. Menos que isso é pouco, você não tem margem saudável de comparativo.
O Google precisa recrawlear a página, reprocessar e reposicionar, e o dado precisa acumular volume suficiente pra sair do ruído.
Você pode isolar as ações para saber o que exatamente está trazendo mais resultado. Para isso, faça um ajuste por vez.
Mexeu no title? Não mexa no H1 junto. Quando você altera três coisas ao mesmo tempo e a página sobe, não dá pra saber qual ajuste moveu o ponteiro.
Porém, se o objetivo for resultado rápido, melhore tudo que você acredita que pode impactar no seu resultado.
Ainda que você não saiba exatamente o que impactou mais, os resultados tendem a vir mais rápido.
O que olhar no Search Console
Abra o relatório de desempenho, filtre a página específica e compare os 14 dias após a mudança com os 14 anteriores.
O que eu gosto de olhar:
- CTR, principalmente quando o ajuste foi em title e meta description
- Posição média, o termômetro do entendimento do Google sobre a página
- Impressões, que revelam se a página passou a aparecer para mais variações de busca
Em página de venda, some a conversão a essa leitura. Tráfego subindo com conversão caindo indica que o novo conteúdo responde pior a intenção de quem chega.
Quando reverter
Se após duas semanas o post segue estagnado ou caiu, volto a mexer nele.
Sem drama nesse rollback, o teste te ensinou algo.
Erros que anulam um SEO On Page bem feito
Nas auditorias que faço vejo muitas páginas bem otimizadas e mesmo assim se ganhar posições. Quase sempre o culpado é um detalhe técnico ou estratégico que ninguém percebeu.
Os que mais aparecem:
- Canonical apontando para outra URL. Você otimiza a página A, mas a tag canonical diz ao Google que a versão oficial é a página B. Todo o esforço vai pro endereço errado.
- Noindex esquecido. Sobra de migração ou de ambiente de teste. A página está perfeita e o Google está proibido de mostrá-la. Erro bobo, prejuízo enorme.
- Conteúdo duplicado. Duas ou três páginas disputando o mesmo termo. O Google fica em dúvida sobre qual ranquear e nenhuma sobe direito.
- Página órfã. Nenhum link interno aponta pra ela. Sem caminho, o robô demora a revisitar e a autoridade não chega.
- Conteúdo dependente de JavaScript. Se o texto principal só aparece depois da renderização, parte dos bots (e várias IAs) enxerga uma página quase vazia.
- Título reescrito pelo Google. Sinal de que seu title está longo demais ou desalinhado com a busca. Confira na SERP o que está sendo exibido de verdade.
- Otimizar página sem demanda. O mais caro de todos. Você pode fazer o on page perfeito de um termo que ninguém pesquisa. Antes de mexer, valide se existe volume e intenção.
Nenhum desses erros aparece olhando só o texto. Por isso um crawl técnico e uma checagem no Search Console vêm antes de qualquer ajuste fino de conteúdo.
Checklist de execução em ordem de prioridade
Tudo que vimos até aqui vira plano de trabalho agora. A ordem abaixo é a que uso com o time da Netlinks nos primeiros 30 dias de qualquer projeto, do que paga mais rápido ao que pode esperar.
Semana 1, o que destrava resultado:
- Confira se a página responde de forma plena e clara a intenção de busca. Sem isso, nenhum outro item da lista salva.
- Ajuste o SEO Title e o H1 para dar clareza sobre o que a página entrega, usando os termos que as pessoas realmente buscam.
- Escreva uma definição curta e direta logo após o título principal, aquele bloco que as IAs adoram citar.
Semanas 2 e 3, consolidação:
- Revise a meta description pensando em clique, com benefício concreto e sem promessa vazia.
- Transforme headings em perguntas onde fizer sentido e adicione uma FAQ com dúvidas reais do seu público.
- Aponte links internos de páginas fortes do site para a página otimizada.
- Cheque canonical, indexação e conteúdo duplicado, os sabotadores silenciosos da seção anterior.
Semana 4 em diante, refinamento:
- Otimize URL e Schema Markup nas páginas estratégicas.
- Ajuste texto alternativo de imagens e variações de palavra-chave.
- Faça melhorias simples de usabilidade e velocidade.
Repare que os itens 8, 9 e 10 vêm por último de propósito. São importantes, mas o impacto é menor e mais lento. Já vi muita equipe gastar um mês em alt text enquanto o H1 da home continuava sem dizer o que a empresa vende.
Comece pelo topo da lista. Meça duas semanas depois. Repita.
Comece pela página que o Google já conhece
Se você chegou até aqui, provavelmente tem no site aquela página que recebe tráfego, mas não gera negócio. Agora você sabe que o problema raramente é falta de conteúdo novo: é falta de clareza no que já está no ar.
Foi assim com a Leo's Granite. Uma frase bonita no lugar do serviço, e o Google sem saber o que a empresa vendia. Ajustou o title, manteve a frase de efeito como apoio, e impressões, cliques e conversão subiram.
Se você levar três coisas deste guia, que sejam estas:
- Clareza vence criatividade. Title e H1 precisam dizer o que a página entrega, nos termos que o público busca.
- Um ajuste por vez, duas semanas de espera. Sem isolamento e janela de observação, você não sabe o que funcionou.
- Qualidade cita mais que marcação. Definição direta após heading em pergunta ajuda, mas é o conteúdo único, com exemplo prático, que ChatGPT, Gemini e Perplexity escolhem citar.
O próximo passo cabe na sua agenda de amanhã: abra o Search Console, filtre as páginas com mais impressões e CTR abaixo de 2%, escolha uma e aplique a semana 1 do checklist. Uma página só. Meça antes de partir pra próxima.
Se preferir um olhar de fora antes de mexer, peça um diagnóstico gratuito das suas páginas e receba em poucos dias o mapa do que está travando seu on page, no Google e nas IAs.
Página que não deixa claro o que entrega não ranqueia, não é citada e não vende.
Perguntas frequentes
O que é SEO On Page?
SEO On Page é o conjunto de otimizações feitas dentro da própria página para melhorar seu posicionamento no Google e aumentar as chances de citação por IAs como ChatGPT, Gemini e Perplexity. Inclui title tag, cabeçalhos (H1, H2), conteúdo, URL, links internos, imagens e dados estruturados. Em resumo, tudo que está sob seu controle direto no HTML e no texto entra nessa categoria.
Qual a diferença entre SEO On Page e Off Page?
On Page cobre o que você ajusta dentro da página: títulos, conteúdo, estrutura, links internos. Off Page envolve sinais externos ao site, como backlinks, menções de marca e presença em outras plataformas. Os dois se complementam: uma página mal otimizada desperdiça a autoridade que os backlinks trazem, e um on page impecável rende menos sem autoridade externa que o sustente.
Quanto tempo demora para o SEO On Page dar resultado?
Em páginas já indexadas, os primeiros sinais costumam aparecer em duas a quatro semanas, visíveis no Google Search Console via posição média, impressões e CTR. Na Netlinks, a regra é esperar pelo menos duas semanas antes de julgar qualquer ajuste: menos que isso não dá margem saudável de comparação. Se após esse prazo a página segue estagnada ou caiu, voltamos a mexer nela.
O que otimizar primeiro em uma página que já existe?
Comece verificando se a página responde de forma plena e clara a intenção de busca do usuário. Depois, ajuste o SEO Title e o H1 para dar clareza sobre o que a página entrega, usando os termos que as pessoas realmente pesquisam. Esses dois pontos geram o impacto mais rápido. Texto alternativo de imagens, variações de palavra-chave e melhorias finas de usabilidade podem ficar para depois.
Como fazer o ChatGPT e outras IAs citarem meu site?
Estruture o conteúdo em blocos fáceis de extrair: heading em formato de pergunta seguido de definição curta e direta, além de FAQs bem escritas. Nos testes da Netlinks, esse formato foi o que mais aumentou citações. Mas qualidade pesa mais que marcação: conteúdo que explica de forma única, com exemplos práticos e dados próprios, tende a ser citado com mais frequência que texto genérico bem formatado.
Meta description ainda influencia o ranqueamento?
Diretamente, não. O Google confirma que a meta description não é fator de ranqueamento e frequentemente a reescreve conforme a busca. Ela influencia o CTR: uma descrição que antecipa a resposta e diferencia seu resultado dos concorrentes ganha mais cliques. Mais cliques em uma boa página geram sinais positivos de engajamento, e isso sim impacta posições ao longo do tempo.
Por que minha página está otimizada e não sobe no Google?
Quase sempre o problema está fora do texto. Os culpados mais comuns nas auditorias: tag canonical apontando para outra URL, bloqueio de indexação esquecido, conteúdo duplicado competindo pelo mesmo termo e título criativo demais que não deixa claro o que a empresa entrega. Foi o caso da Leo's Granite, cliente da Netlinks: trocamos a frase de efeito da home por um título descritivo e as impressões e cliques saltaram.
Quantas vezes devo repetir a palavra-chave na página?
Não existe densidade mágica, e repetição forçada prejudica mais do que ajuda. Use o termo principal no title, no H1, nos primeiros parágrafos e em cabeçalhos onde fizer sentido natural. Complete com variações, sinônimos e entidades relacionadas ao tema, porque o Google e as IAs entendem contexto semântico, não contagem de ocorrências. Escreva para responder bem a pergunta e a frequência certa acontece sozinha.




